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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

confissões

Alguém me perguntou se não canso de ser antipática. A resposta é NÃO. E é um não assim GIGANTESCO, ENORME pra não terem dúvida de que não estou mentindo. Caso alguém acredite na minha cara santa basta lembrar que de santo de pau oco o inferno está cheio... Depois disso eu me lembro de algo incrível que eu vi outro dia, mas que não faz sentido eu colocar aqui. Só vou dizer que às vezes, nem o que a gente fala é cuspido por excelência. A gente ama quem a gente é ou não, eu nunca admiti nem sequer duvidar disso por um segundo, mas cansa querer carregar o fardo de se amar sem mesmo poder questionar esse amor. Alguém aí me explique, porque a gente TEM que se amar? Dá pra se viver sem isso? Não sei. Não me entendo, me encarei outro dia e não vi nada além de alguém muito, muito vazio. Eu sou o vazio. E mesmo quando sorrio pra alguém que conheci e que penso que poderia dedicar alguma doçura a essa nova descoberta me pego desacreditando em mim mesma e deixando de lado qualquer esperança de se pegar um outro trem, rumo a algum lugar melhor. Eu não me canso de ser antipática tanto quanto não me canso de parecer do bem...

Ontem descobri o vazio em mim e ele olhou de volta e não percebeu meu desespero, eu fiquei fria, quieta, covarde e cansada de tentar lutar- eu planejei tudo isso. Enquanto o vazio se despedia lentamente por não encontrar diálogo eu me joguei na cama e respondi a minha própria dor calada, com os olhos cheios de lágrimas e sem derramar uma única gota.


1 comentários:

sonia a.m. disse...

Geraldine,
Você escreve bem! Tem força e expressividade o seu texto. Vou voltar para ler os post que ainda não li.

Obrigada por colocar o meu blog no seu sidebar. Você também já está nos meus links.

Seria legal se você participasse do Ecological Day, com um texto, uma foto, como você preferir. Vou abrir o Mister Linky para as inscrições no dia 1º de setembro às 06:00 PM.
Um abraço.